Quem sou eu

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- O que escrevo? Não sei. Só sei que minha alma grita e eu já não posso mais abafar nem conter essa ânsia.

segunda-feira, março 14, 2016

a parte pelo todo



abstrata
essa concretização do ser
em ser
e acabar em nada
no fim de cada noite
inadvertidamente abalada

terça-feira, março 01, 2016

persisto no espaço de tempo entre a queda e o estilhaço

um porta-retratos desmorona
de cima da estante acostumada
//
tudo sem cabimento
neste poema não cabe
o imenso vazio do meu peito

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

para sempre agora



na fluidez do instante
a intensidade dos corpos
perpetua no para sempre agora
o sujeito inteiro
uma única matéria
plena de derivações momentâneas
do que foi antes mesmo de ter sido
na fluidez desse instante

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

a vez de me lançar

nada é definitivo nessa vida

– ou em qualquer outra
tudo é água de rio que corre 
no incessante desejo
pelo encontro com o mar