.:. Epílogo
Pelotas, 16 de outubro de 2007
Quem sou eu
Fabíola Weykamp.
- O que escrevo? Não sei. Só sei que minha alma grita e eu já não posso mais abafar nem conter essa ânsia.
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segunda-feira, março 14, 2016
a parte pelo todo
abstrata
essa concretização do ser
em ser
e acabar em nada
no fim de cada noite
inadvertidamente abalada
terça-feira, março 01, 2016
persisto no espaço de tempo entre a queda e o estilhaço
um porta-retratos desmorona
de cima da estante acostumada
//
tudo sem cabimento
neste poema não cabe
o imenso vazio do meu peito
sexta-feira, fevereiro 26, 2016
para sempre agora
na fluidez do instante
a intensidade dos corpos
perpetua no para sempre agora
o sujeito inteiro
uma única matéria
plena de derivações momentâneas
do que foi antes mesmo de ter sido
na fluidez desse instante
segunda-feira, fevereiro 22, 2016
a vez de me lançar
nada é definitivo nessa vida
–
ou em qualquer outra
tudo é água de rio que corre
no incessante desejo
pelo encontro com o mar
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