ninguém fica
em pé sem
uma hora
cansar
////////
cansa
uma hora
em pé
sem ninguém
fica
Quem sou eu
- Fabíola Weykamp.
- - O que escrevo? Não sei. Só sei que minha alma grita e eu já não posso mais abafar nem conter essa ânsia.
domingo, novembro 22, 2015
sexta-feira, novembro 20, 2015
meus pés de vento têm ímãs no caminhar
não sei que impedimento é esse no meu existir
que não me deixa seguir adiante com a vida
buscar o pão e o jornal
na padaria da esquina toda manhã
receber o carteiro e pagar as contar
juntar os pedaços de mim toda noite para dormir
meus pés de vento
têm ímãs no caminhar
que não me deixa seguir adiante com a vida
buscar o pão e o jornal
na padaria da esquina toda manhã
receber o carteiro e pagar as contar
juntar os pedaços de mim toda noite para dormir
meus pés de vento
têm ímãs no caminhar
terça-feira, novembro 17, 2015
o berne
postura tortura
a ruptura fúria fura
costura a costela atrelada
à espinha idiossincrática
a alma hermética armada por fora da casca
espiral da roupa de viver de cada dia
põe à mostra a ura
mesura a clausura endividada
da soberana laqueadura de ser_____________
transgênica loucura
segunda-feira, novembro 16, 2015
a eternidade do instante
num entardecer da primavera
às margens do são gonçalo
tudo foi perfeito
naquele instante
a eternidade se pondo aos olhos
sexta-feira, novembro 13, 2015
quinta-feira, novembro 12, 2015
sobre todas as coisas
o amor é insubstituível
por isso mesmo: expande
tenho chorado sentindo a plenitude da vida
deixando borboleta pousar
de leve na ponta do meu nariz
quarta-feira, novembro 11, 2015
sexta-feira, novembro 06, 2015
tudo em mim tem gosto de chegada
não recordo o momento da partida
tudo em mim tem gosto de chegada
ainda que do outro lado da porta
ninguém limpe os pés no capacho
e no rompante das saudades infindas
faça companhia aos meus silêncios
por ventura
terça-feira, agosto 25, 2015
Resenhas da solidão - um livro de poesia e dor cotidiana
Para adquirir o livro, basta acessar à estante da Editora Literacidade, clicando em: http://www.literabooks.com.br/resenhasdasolidao
RESENHA SOBRE O LIVRO, CONFIRA NO LINK: http://www.eurac.com.br/2015/07/resenhas-da-solidao-fabiola-weykamp.html
RESENHA SOBRE O LIVRO, CONFIRA NO LINK: http://www.eurac.com.br/2015/07/resenhas-da-solidao-fabiola-weykamp.html
quarta-feira, maio 20, 2015
na fossa com a maysa
na fossa
a água parada
de poço que sou
comemora a vinda
do meu corpo que desabou
do alto barranco do amor
sem resposta sem soluço
sem cor nem pulso
convulso
domingo, maio 17, 2015
metade arrancada de mim
eu tento suportar
durante o dia
mas o sonho me acorda
para eu chorar outra vez
tem sido assim essa semana
vai ser assim para sempre
ao som de zizi possi e chico buarque: pedaço de mim
quinta-feira, abril 30, 2015
quem sou eu para te impedir o mundo
mas eu só
queria
que tu
olhasses
para mim, um
pouco,
além de ti
e entendesses
que aqui também
bate um desejo
terça-feira, abril 28, 2015
eu te sei
sensação amparo
o amor subjaz
nessa tua languidez materna
entreaberta que me
examina complacente a testa e o pé
e o coração enquanto eu
te sorrio sem perceber
//o amor tudo sabe tudo vê
terça-feira, abril 21, 2015
sintoma
amo escancaradamente
no plural
o amor é um sintoma
de quem está vivo
diagnóstico de quem vive
plenamente
domingo, abril 19, 2015
quinta-feira, abril 16, 2015
ser livre
toda dor
se compromete
com a verdade
de ser livre
deixa doer
com indicação da poeta alice pereira, para ler ouvindo lu horta: todo mundo quer amor
se compromete
com a verdade
de ser livre
deixa doer
com indicação da poeta alice pereira, para ler ouvindo lu horta: todo mundo quer amor
segunda-feira, abril 13, 2015
isto também é dizer amor
quando ela
fala
é como se um
anjo
pousasse-lhe
na língua
⊷ ⊶
cisco sigo
sismo e curo
sigo só: medito
⊷ ⊶
essa faca
afiada desafia
minha poesia desafinada
⊷ ⊶
no princípio no precipício
era o fim o começo
sexta-feira, abril 10, 2015
ame-o e deixe-o
tenho em mim
o grito de liberdade
solto em meu sorriso
dou o direito
do meu amor
ser livre para amar
/o teu também
para ouvir doces bárbaros: o seu amor
quinta-feira, abril 09, 2015
não-convencional
minha preocupação literária
não é com rotulações
definições em estantes
mercado editorial
meu compromisso
é com o ser humano
que possa vir a ler isto
meu compromisso
também é comigo
eu não sei fazer outra coisa
se não criar laços vínculos
me comprometer com o outro
de uma forma não-convencional
sem visitações nem telefonemas
meu comprometimento é espiritual
de toda forma e gesto – palavra
meu compromisso é amar
amar o outro que respira
a literatura me fez amar
os poemas os poetas
o ser humano e a vida
a poesia me fez amar
a filosofia a medicina
a morte e outra vez: a vida
a poesia me fez amar
e é amor que faço aqui
quando ocupo linhas
com palavras que pego para mim
meu compromisso é
com tua essência
mais profunda do que a genética
e te amo porque existes
terça-feira, abril 07, 2015
tortura lírica numa madrugada de abril repleta de mosquito grilo e amor
avesso isso exo
expresso
aviso aquilo nego
enxergo
vaso complico
apego disperso
asco asco asco
asco asco
vasto mim submerso
uma sacola de sentimentos soltos
recortados de revistas jornais
tudo o que meu olhar penetrar
reviro do avesso
cada aperto
eu me converto
num poema inanimado
enterrado corpo inteiro
um salto um berro me ajoelho
o eco absoluto num deserto
eu grão de sal
um grão de areia de sal
um grão de sal de areia
único na imensidão
esquecida de ícaro
imerso no aterro
desnivelado da minha
tortura lírica
convoco prismas budas e caducos xucros
iansãs maçãs e xamãs
tudo que reza feito imãs
adoço corações amargos
com pitadas de sarcasmos
comecei comigo
acabo contigo
morro conosco
nasço enquanto
nosso tempo, poetinha:
é sempre
segunda-feira, abril 06, 2015
bashô me disse
ássana
esse poema
escrito em sânscrito
fala
de dor e encanto
ássana
em sânscrito
até eu viro santo
ássana
conhecedor do meu dilema
sou mestre numa
rua em diadema
ássana
ouço vou
digo sou:
norte de mim
ássana
incenso cheira
na quadratura mutável
que em mim anseia
ássana
medito dentro
fora de mim
amanheço
domingo, abril 05, 2015
to relive poesia
VIVER
IVER
VER
ER
REVIVER
EVIVER
VIVER
IVER
VER
ER
R
inventar
a vida
quantas
vezes
preciso
for
poesia
quarta-feira, abril 01, 2015
uma mulher não cospe catarro na pia do banheiro
uma mulher não pode
comentar sobre futebol
que vem 25 solicitações de amizade
masculinas no facebook como se ela fosse
motivo exclusivo de exposição
na vitrine para um bando
de abobalhado observar e julgar
suas preferências futebolísticas
colocando-a à prova
de tempo em tempo
para assinar o atestado de
que essa mulher
essa mulherzinha
não entende nada de futebol
porque uma mulher não pode
angélica freitas
sabe
uma mulher não pode e não deve
caminhar na mesma calçada
em que o homem caminha
uma mulher não pode
pisar no mesmo gramado
em que o homem pisa e cospe e coça o saco
uma mulher não pode
se ela for machorra aí
ela tem o atestado
a prova do crime e o sapato
mas também ela está
em outra categoria
não é mulher
porque mulher não pode
deitar com outra mulher
gostar de futebol
quiçá comentar sobre
a lésbica não é mulher
é outra outro tipo
uma mulher não pode
angélica freitas
bem sabe
uma mulher não pode nem deve
se faz é suja porca e sapatão
uma mulher que se respeite
não fala sobre futebol
só alcança a cerveja para quem entende
e vai dormir cheirosinha mudinha
sem coçar a boceta
sem soltar a calcinha apertadinha
sem cuspir o catarro na pia do banheiro
nem pensar não não não
uma mulher não pode
uma mulher não pode
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